Seu filho se queixou de dor de cabeça?

Saiba que 85% das crianças entre 5 e 12 anos terão cefaleia ao menos uma vez na vida.

Por mais que pareça um sintoma corriqueiro, é importante descobrir o que desencadeia o incômodo. São tantas causas possíveis que o diagnóstico do pediatra precisa ser feito após analisar o contexto: alimentação, sono, capacidade de visão, entre outras situações. Portanto, sempre fique atento ao comportamento do seu filho, de modo que consiga relatá-lo corretamente ao médico.

Para saber qual a intensidade da dor de cabeça da criança, uma dica é observar se ela produz algum impacto na rotina.

Os bebês e as crianças menores ainda não saberão descrever se o incômodo está fraco ou forte. Por isso, é importante notar se eles param de brincar quando reclamam da dor. Caso interrompam a atividade, procure o pediatra!

Mas atenção! Às vezes a dor de cabeça pode ser motivada por um ganho secundário! Seu filho percebe que, quando diz que está se sentindo mal, consegue atenção, cafuné e carinho dos pais. Logo após receber atenção, já volta a se divertir. Nessa situação, suprir a carência da criança já soluciona o problema!

Após descobrir o que causa a dor, fica mais fácil tratá-la. Mas não se preocupe: há medicamentos que podem aliviar o incômodo de imediato.

Nos casos em que a dor é em peso ou aperto (como se estivesse com um capacete justo) dura de 30 minutos a 72 horas contínuas, com frequência mensal e intensidade leve ou moderada, a indicação é apenas de tratamento da crise, sem a necessidade de medicamentos preventivos.

Os analgésicos, como dipirona e paracetamol, podem ser usados, desde que com frequência moderada. E claro: não cabe a você escolher o remédio. Pergunte sempre antes ao especialista qual medicamento pode ser usado no momento da dor”!

Veja aqui quais são as causas mais comuns para a dor de cabeça nas crianças. A lista leva em conta as situações em que o incômodo é um sintoma isolado. Se ele vier acompanhado de febre, por exemplo, pode ser sinal de alguma infecção, como amidalite – já que o aumento da temperatura corporal dilata os vasos sanguíneos e provoca a dor.

❌Pular refeições: Se a criança ficar sem se alimentar por intervalos longos, o nível de açúcar no sangue vai diminuir. Como o cérebro precisa do oxigênio da glicose para funcionar, haverá alteração de metabolismo e a dor de cabeça vai aparecer. Nesse caso, basta comer corretamente para que o incômodo cesse. Ter uma rotina definida, com pequenas porções saudáveis de alimento a cada 3 horas, é a melhor forma de prevenção.

❌Dormir pouco: É importante que seu filho também tenha rotina para repousar. Caso ele não descanse, a fadiga cerebral poderá ocasionar dor de cabeça. A solução é simples: definir um horário para ir para cama e para acordar.

❌Problemas de visão: No fim do dia, quando volta da escola, seu filho se queixa de dor de cabeça? Ele pode estar com dificuldade para enxergar, apesar de não saber disso ainda. Os músculos que movimentam os olhos estão no osso da cabeça – se são muito exigidos, podem desencadear o desconforto. É preciso na suspeita consultar um oftalmologista!

❌Ranger os dentes: Problemas na articulação da mandíbula, como o bruxismo, podem fazer com que a criança tenha dor de cabeça. Em geral, é um tipo de desconforto que aparece pela manhã, já que ela contraiu a região durante o sono. O pediatra vai investigar se há alguma disfunção no momento em que seu filho fecha a boca. No entanto, há outro motivo para isso: tensão. Uma dica para detectar se esse é o caso da criança é observar se ela se incomoda em pentear o cabelo: a tensão e a ansiedade se manifestam pela aflição na área do couro cabeludo. Nas duas situações, quem recomendará o tratamento será o dentista – o uso de uma placa que não deixa que os dentes se batam é a solução mais adotada.

❌Calor: Em dias quentes ou de intenso exercício físico, também é comum que seu filho se queixe de dor de cabeça. Isso porque, com o calor, os vasos sanguíneos se dilatam. Além disso, a contração muscular na região cervical e a fadiga podem ser as responsáveis pelo incômodo. Sugira que ele descanse (e se hidrate, claro!)

❌Tensão: Após analisar as condições orgânicas, o pediatra avaliará o aspecto emocional do seu filho. Se ele estiver exposto a alguma situação de estresse – pode ser na família e na escola, por exemplo –, a contratura muscular pode trazer dor de cabeça. Nesse caso, o tratamento psicológico é a melhor forma para resolver o problema.

Caso o seu filho tenha crises de dor de cabeça recorrentes, fique atento a outros sinais: se o incômodo surge em mais de um lado da região, com intensidade moderada a forte, e se vem acompanhado de enjoo e vômito. A enxaqueca costuma se manifestar também pela fotofobia (incômodo com a luz), fonofobia (desconforto diante de sons altos) e alterações visuais (aura: luzes piscando, manchas brilhantes ou visão borrada). Em geral, é pulsátil (lateja) e piora com o esforço físico. Vale lembrar que o histórico familiar conta muito para o problema, já que ele é determinado por fatores genéticos.

O mais indicado é consultar um neurologista infantil. Não há um exame específico para diagnosticar a doença, mas a observação dos sinais listados acima é suficiente para concluir se o seu filho sofre com o problema. Para tentar prevenir as crises, o especialista investigará se há fatores que desencadeiam o incômodo. Alimentos que contêm tiramina e conservantes, como salsicha, queijo e iogurte, podem estar entre os vilões. Durante as crises, os medicamentos mais seguros são o ibuprofeno e o paracetamol. Mas há também outros remédios eficazes para a prevenção da dor.

Como tratamento alternativo, coloque seu filho em um ambiente silencioso, ventilado e escuro, para que a dor diminua.

Não deixe de tratar o problema – a criança que sofre de enxaqueca, sem ser medicada, tende a faltar mais na escola e a piorar seu desempenho, evoluindo com dificuldade escola e repercussão importante no desenvolvimento infantil!

‼️ Post não substitui consulta! Consulte sempre o seu Pediatra!

Médico pra Adolescente?

Você já ouviu falar de médico hebiatra?
Pois saiba que esse é o nome dado ao especialista que cuida de uma das fases mais complexas da nossa vida: a adolescência.
Ele está preparado (mais do que um pediatra ou um clínico geral) para lidar com temas como puberdade, estirão de crescimento, maturação sexual e mudanças físicas típicas desse ciclo da vida, além de saber como tratar as transformações psicossociais comuns a essa faixa etária.
Hebe, a deusa grega da juventude, serviu de inspiração para o nome da especialidade, que existe desde 1974 — seu primeiro curso surgiu em São Paulo, na Faculdade de Medicina da USP, difundindo-se no Rio e em outras partes do país.
Para receber o título de hebiatra, o médico precisa cursar dois anos de especialização em pediatria e mais dois de especialização em medicina do adolescente.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a adolescência vai dos 10 aos 20 anos.
Embora os pais possam participar das consultas, seu protagonista é sempre o adolescente.
Além disso, o paciente tem direito ao sigilo, à confidencialidade e à privacidade.
Deve-se reservar uma parte da consulta para o adolescente ficar sozinho com o médico, momento fundamental para que ele possa receber orientações sobre a puberdade e conversar sobre assuntos de seu interesse.
O exame físico do adolescente é muito importante para a detecção de agravos, de doenças não identificadas pelo paciente e sua família, como por exemplo varicocele meninos, desvios de coluna e até hipertensão arterial, entre outras.
Apenas por meio do exame físico se é possível elaborar diagnósticos sobre o crescimento físico e o desenvolvimento puberal.
Ainda assim, as principais queixas dos adolescentes são: a preocupação com a estatura, peso e forma corporal (medo de não se desenvolver adequadamente); os temores de ser diferente dos amigos; o surgimento da acne; alterações menstruais (cólicas, ciclos); problemas de coluna associados ao crescimento; ginecomastia (crescimento transitório da glândula mamária no adolescente do sexo masculino); atraso puberal; sobrepeso e obesidade, dietas e distúrbios alimentares; além de problemas alérgicos e problemas alérgicos, como asma e rinite alérgica.

A adolescência é marcada por três perdas significativas: a do corpo infantil; a da identidade e papel infantis; e a do tratamento dado pelos pais na infância.
Além desses lutos, que devem ser elaborados, os adolescentes reúnem algumas características típicas da faixa etária, como oscilações de humor, vivência temporal singular, tendência de se reunir em grupos, sensações de invulnerabilidade, onipotência e imortalidade, entre outras.
Alguns adotam um comportamento de risco no que diz respeito à proteção durante as relações sexuais e à experimentação de drogas.
E daí surgem as consequências nocivas, como mau rendimento escolar, excesso de tempo gasto no celular ou computador, instabilidade emocional etc.
Cabe ao hebiatra avaliar até que ponto os problemas são graves e devem ser analisados por outros especialistas.
A sexualidade, em especial, deve ser tratada com naturalidade, e o especialista tem que se sentir à vontade para conversar sobre o assunto, já que os adolescentes sempre têm muitas dúvidas sobre sexo.
E faz parte da consulta o esclarecimento de mais informações sobre: masturbação, a primeira relação sexual, a identidade sexual, as experiências homossexuais, a escolha do método contraceptivo, o medo de sentir de dor, de contrair doenças e de engravidar.
Para o médico hebiatra, a sexualidade faz parte do processo evolutivo da vida!
Assim, em geral, dos 10 aos 13 anos, está mais voltada para a curiosidade em relação às transformações corporais; entre os 14 e os 16 anos surgem a curiosidade pelo novo e o interesse pelo outro; e entre os 17 e os 20, estabelece-se a identidade sexual com relacionamentos mais maduros.
Assim a atuação do especialista é fundamental! Identificar o momento em que o adolescente está em seu desenvolvimento sexual ajuda o médico de adolescentes a abordar as questões de prevenção de gravidez e DSTs e possivelmente a auxiliá-lo na tomada de decisões a respeito do início da atividade sexual, a entender a implicação psíquica dessa vivência em fases muito precoces da adolescência e a encorajá-lo a assumir as responsabilidades pelo cuidado com seu corpo em busca de um exercício sexual saudável e feliz!
Assim é a especialidade que cuida não só do físico, mas de toda a esfera biopsicossocial do adolescente, estimulando o desenvolvimento de um adulto mais preparado para o cuidado consigo e com o próximo!48ED3CBA-30B7-4102-8D7C-835428DF9EE4

“Meu filho vive doente”: Quando me preocupar?

A maioria de nós já nascemos com um verdadeiro exército que defende nosso organismo. Esse é o nosso sistema imunológico, que não abre mão da utilização de diferentes armas, todas importantes para a proteção adequada.

A primeira linha de defesa é formada por células do sangue denominadas glóbulos brancos (neutrófilos e macrófagos) e por proteínas do sangue que são capazes de destruir micro-organismos (sistema complemento). Quando estes componentes não conseguem destruir os micro-organismos, o corpo lança mão de células específicas, denominadas linfócitos T e B, sendo que estes últimos produzem anticorpos.

Mas nem todo indivíduo nasce ou se desenvolve assim.

Algumas vezes alguns são acometidos por grupo de doenças caracterizadas por um ou mais defeitos do sistema imunológico onde há o desenvolvimento de uma imunodeficiência.

O resultado disso são crianças mais propensas a apresentar infecções frequentes e graves, além de tumores, alergias e doenças autoimunes.

Essas doenças já nascem com a criança?

Algumas vezes sim!

Existem 2 principais grupos onde pode haver defeitos na imunidade na infância:

  1. Origem hereditária, geralmente inicia-se na infância, embora em algumas situações só se manifeste na idade adulta. Nestes casos, outros membros da família podem ser afetados também. Estas alterações são conhecidas como imunodeficiências primárias ou congênitas.
  2. O segundo grupo não é hereditário, mas aparece como consequência de outras doenças, como desnutrição grave, infecção pelo HIV (vírus causador da AIDS) e uso de medicações que deprimem a imunidade (imunossupressores e corticoides). São conhecidas como imunodeficiências secundárias ou adquiridas. Este segundo grupo é mais frequente que o primeiro.
Mas assim o bebê já nasce sem defesa?

Não!  Os recém-nascidos recebem células de defesa da mãe através da placenta, nascendo com níveis adequados de anticorpos, o que lhes protege contra infecções nos primeiros meses de vida. Porém, como já dito no post anterior, durante o primeiro ano a criança passa por um processo de imaturidade de seu sistema imunológico, o que a torna mais vulnerável a infecções. Entretanto, estas infecções são leves e geralmente não apresentam complicações.

O leite materno também ajuda muito, sendo uma fonte rica de anticorpos e de outros componentes que ajudam na defesa. Esse é um dos motivos que o leite do peito é tão importante no primeiro ano de vida, de preferência de forma exclusiva nos primeiros 6 meses.

Toda criança que adoece deve ser investigada para imunodeficiência?

Não! Infecções comuns da infância, de padrão viral,  são geralmente sem gravidade, que frequentemente acometem crianças saudáveis, especialmente as que frequentam creches e escolas. Portanto, desde que não haja complicações para infecções mais graves, esses quadros não sugerem alterações da imunidade.

Então quando se deve pensar nas Imunodeficiências primárias?

Infecções de repetição constantes, aquela criança que nunca fica boa, sempre complicando logo após um tratamento recente.

  • Crianças que não respondem da forma esperada ao tratamento com antibióticos habitualmente utilizados.
  • Crianças que sempre que adoecem apresentam complicações ou hospitalizações frequentes.
  • Crianças que apresentam reações adversas graves após vacinas de patógenos vivos, como as mais utilizadas pelo SUS.

img_10_sinais_criancas Mas atenção! Algumas vezes as imunodeficiências podem se manifestar como diarreia crônica, retardo de crescimento, emagrecimento, doenças alérgicas graves, doenças autoimunes (por exemplo: lúpus eritematoso e artrite reumatoide), tumores e alterações no sangue (anemia e diminuição de glóbulos brancos).

Essas doenças podem matar?

Depende! Quanto mais cedo for detectada essas doenças menores são esses riscos, pois melhores são as chances de uma boa qualidade de vida para a criança.

Se se descobre muito tardiamente a chance de ocorrência de complicações e sequelas é muito maior, inclusive com risco de morte.

Por isso, é muito importante que as crianças sejam levadas rotineiramente ao pediatra, desde os primeiros meses de vida.

Isso tem cura?

Depende! Existem diferentes formas de tratamento, dependendo da imunodeficiência.

Podem ser com medicações para estimular a produção de glóbulos brancos, com a reposição mensal de anticorpos, com terapia gênica (ainda não disponível no Brasil) e também com o transplante de medula óssea ou de células-tronco, já realizados em nosso país para várias imunodeficiências.

O mais importante é que as imunodeficiências sejam rápida e corretamente diagnosticadas, para que o tratamento adequado seja iniciado o mais cedo possível.

Essas crianças podem receber vacinas?

Depende! Do tipo de imunodeficiência e do tipo de vacina. Nesse caso, sempre consulte o seu pediatra antes de levar a criança para vacinar!

E no futuro, eles podem ter filhos?

A imunodeficiência, por si só, não contraindica a gravidez ou a possibilidade de ter filhos. Porém, para algumas imunodeficiências há risco significativo de os filhos apresentarem o mesmo problema, por serem doenças hereditárias. Pais consanguíneos (parentes entre si) também têm maior risco de terem filhos com imunodeficiência

Se meu filho apresentar infecções repetidas e suspeita de imunodeficiência, qual médico devo procurar?

Infecções é a principal causa de procura por atendimento médico em crianças. A maioria das imunodeficiências primárias tem início na infância.

Portanto, o pediatra é o médico que deve iniciar o atendimento e acompanhar as crianças com infecções repetidas.

Caso haja necessidade, as crianças deverão ser encaminhadas ao pediatra especialista (imunologista pediatra) para investigação e acompanhamento.

Dra. Milane Miranda, Pediatra

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Conteúdo exclusivamente de caráter informativo e educacional.
Post não substitui consulta! Procure o seu pediatra!

“Porque meu filho vive doente!?”

Se identifica com essa frase?

Quem, entre os pais, nunca se viu diante dessa questão?

Essa é uma das queixas mais frequentes e pertinentes nos consultórios de Pediatria e sempre um dilema presente nas frequentes visitas ao Pronto-Socorro Infantil.

Para entender a resposta devemos compreender um pouco sobre Desenvolvimento Infantil!

Todo bebê nasce com uma boa proteção com as doenças, provenientes tanto células de defesa que receberam da mãe durante a gravidez quanto do aleitamento materno, mas esses costumam cair a partir do 6º mês. Esses fatores protetores vão diminuindo: os anticorpos maternos começam a cair a partir dos seis meses, e acabam por volta de 1 ano. A proteção do leite materno diminui progressivamente a partir da introdução de novos alimentos e até o final da amamentação. O lactente também fica cada vez mais exposto ao contato com outras pessoas. Assim, até os 2 anos, o sistema imunológico do seu filho não está totalmente desenvolvido, e isso o deixa mais suscetível a infecções.

Além de nessa fase a criança estar mais suscetível chega o fim da licença maternidade, e quando as mães não possuem parentes por perto e não querem ou não podem recorrer a uma babá, só lhes resta buscar apoio em creches ou escolas infantis.

Pronto! É só a criança entrar na escolinha e começa a engatar uma doença atrás da outra. Alguns pais se desesperam e logo retiram a criança da escola e deduzem que quando retornarem mais tarde, isso talvez não aconteça A impressão que dá é que criança que vai para creche adoece mais que as que ficam em casa.

Então o que seria o certo? Se isolar a criança e protegê-la numa bolha?

Não! Pois só através do contato com os agentes infecciosos é que ele vai ganhando resistência e fortalecendo o sistema de defesa do organismo de forma apropriada!

O fato é que a partir do momento em que  se aumenta o contato com outras pessoas, maior é a exposição aos agentes invasores e, consequentemente os riscos transmissão de doenças. Independentemente da idade, espera-se que, no primeiro ano de frequência à instituição escolar, a criança adoeça mais vezes por causa do aumento do número de contatos interpessoais.

A Sociedade Brasileira de Pediatria costuma orientar os pais a esperar a criança completar pelo menos 1,5 ano para colocá-la na creche. É que com essa idade ela terá terminado de tomar as principais vacinas dessa faixa etária. Essa recomendação também tem relação com o sistema imunológico infantil, que tem uma baixa entre 6 meses e 1 ano e volta a se fortalecer por volta de 1,5 ano.

Então não se assuste se o bebê adoecer várias vezes logo depois de você colocá-lo numa creche ou escola infantil. Em média, as crianças saudáveis entre os seis meses e os três anos desenvolvem de seis a oito infecções do trato respiratório por ano, como gripes, resfriados, laringites, broncopneumonias, um episódio de otite média aguda e dois episódios de vômito e diarréia.

Mas relaxem! Esta fase vai passando gradualmente, e a incidência desses tipos de doença diminui bastante depois dos três anos de idade, quando o sistema imunológico estará muito mais fortalecido.

A recomendação geral é que a criança fique em casa se estiver doente. Tanto a criança se recupera mais rápido se tiver o carinho e o aconchego de sua casa, como se a criança estiver doente, a prioridade é seu bem-estar. Além disso, há sempre a possibilidade de contágio para outras crianças, bem como a criança doente muitas vezes está devido ao seu estado infeccioso  com a defesa mais baixa, o que a torna ainda mais suscetível a outras infecções oportunistas.

Alguns pais acabam deixando o filho mesmo doente na escola. Nesses casos, as escolas costumam pedir a receita do médico para poder medicar a criança no horário prescrito, mas sempre há riscos nessa conduta. O ideal é que o tratamento da criança e a observação de seus sintomas seja sob cuidados de seus pais e cuidadores.

O que fazer para evitar essas doenças?

Dr. Mauro Fisberg, da UNIFESP, recomenda “Os 6 segredos das crianças que (quase) nunca ficam doentes”:

  • Ser amamentada com leite materno até os 6 meses

“O aleitamento materno colabora para a formação do sistema imunológico da criança, previne muitas doenças, como alergias, obesidade, anemia, intolerância ao glúten etc. “

  • Ter uma alimentação variada

“É por meio de uma alimentação variada que a criança consegue suprir todas as suas necessidades de ferro, proteína, cálcio, fibras, vitaminas e minerais. “Carnes, especialmente as vermelhas, oferecem nutrientes importantes para o desenvolvimento das crianças e são absorvidos facilmente pelo organismo”, diz Fisberg. É importante incluir também vegetais verde-escuros, vermelhos e laranjas, para garantir as vitamina A e D.”

  • Tomar vacinas

Meio óbvio? Acredite, para muitos, parece que não!

“O calendário brasileiro de vacinação é um dos mais completos do mundo. Por isso, deixar de proteger o seu filho está fora de questão. Ao manter a caderneta de vacinação da criança em dia, você garante não apenas a saúde dela, mas da população ao redor e ajuda a diminuir a mortalidade infantil.”

  • Brincar mais ao ar livre

É dessa forma que seu filho vai trocar o ar dos pulmões, ter contato com o sol – para aumentar a produção da vitamina D no organismo – e até com novas bactérias que vão ajudá-lo a fortalecer o sistema imunológico.”

  • Dormir bem

“Uma boa noite de sono é fundamental para o seu filho estar disposto para mais um dia pela frente. Só que, para isso, ele precisa ter uma rotina saudável, o que inclui horários para comer, dormir, estudar, praticar atividades físicas. Isso tudo vai impactar diretamente na saúde da criança. Vale reforçar aqui que estudos já mostraram que a privação de sono aumenta o risco de obesidade.”

  • Lavar as mãos

“Simples e eficaz. Lavar as mãos com água e sabão é uma das formas de evitar o contágio de doenças infectocontagiosas. Segundo a Unicef, no Brasil, lavar as mãos, principalmente após usar o banheiro, antes de comer e depois de brincar ao ar livre, ajuda a reduzir em mais de 40% os casos de doenças diarreicas, e em quase 25% os casos de infecções respiratórias.”

Dra. Milane Miranda, Pediatra

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Meu filho tosse: e agora?

“A tosse é a segunda queixa mais frequente nos consultórios de pediatria, perdendo apenas para a febre”.
Dr. Jayme Murahovschi.

A tosse é um dos sintomas mais comuns entre os pequenos e um dos que mais levam pais a procurar os médicos e até mesmo os prontos-socorros durante a madrugada. Em recém-nascidos, ela costuma se manifestar em situações especiais. E quanto mais nova for a criança, maior a atenção e a rapidez necessárias para a avaliação do quadro.

Por que o bebê tosse?
A tosse é uma defesa mecânica do organismo na tentativa de eliminar algum agente que esteja atacando nosso organismo e provocando um tipo de processo inflamatório.
As causas da tosse em bebês são variadas, e podem ser desde problemas respiratórios, infecciosos, digestivos, ou, normalmente, só um sintoma do aparelho respiratório de uma patologia mais geral.
Surge como consequência de uma irritação e tem a função de expelir secreções ou corpos estranhos, ate mesmo como um engasgo com leite materno ou fiapos de tecido que possam vir a engolir sem querer.
Em resumo, é um reflexo natural que protege o aparelho respiratório.
Quando a criança engasga, por exemplo, a tosse expulsa o objeto, impedindo que ele chegue aos pulmões. Já nos casos de gripe ou resfriado, tossir ajuda a eliminar o catarro.
Em geral, a tosse está associada a infecções leves do nariz e da garganta.
Mas antes de ligar para o pediatra, é preciso levar em conta outros sintomas que podem acompanhá- la, como febre e coriza, e o tempo que a criança está tossindo.

Infecções que causam tosse na infância:

Resfriado
“É uma infecção provocada por vírus, com tosse que pode se acompanhar de coriza (nariz escorrendo) normalmente hialina (clarinha), espirros, lacrimejamento e olhinhos vermelhos, obstrução nasal (narizinho entupido). A febre nem sempre aparece nos bebês com resfriados, mas, se ocorrer, é baixa. O quadro é rápido, leve e não costuma afetar o estado geral da criança. Não há vacina contra resfriados”.

Gripe
“É diferente do resfriado tanto pelo seu agente causal (vírus influenza tipo A e B, para influenza, que podem sofrer mutações a cada surto) quanto pelos sintomas da gripe nos bebês, que são febre muito alta, aguda, prostração, cansaço, falta de apetite, podendo chegar a um quadro de pneumonia e até morte. Ela evolui em surtos e requer vacinação preventiva, que pode mudar a cada ano devido à característica de mutação e sazonalidade das epidemias.”

Coqueluche
“A tosse da coqueluche é bem característica (conhecida como tosse quintosa), por vir em surtos e ataques e levar à falta de ar. A criança pode ficar roxa, e termina com uma inspiração forçada após a crise. A doença era pouco frequente, mas voltou há alguns anos, devido à perda de ação da vacinação após 10 anos de sua aplicação (última dose aos 5 anos).
Assim, os adolescentes e os adultos passaram a ser suscetíveis, e as maiores vítimas são as crianças até 1ano que não complementaram seu esquema vacina. Por isso, a orientação atual é a vacinação de todas as gestantes no 3º trimestre de cada gravidez, mesmo em mães que já tenham sido vacinadas em gestações anteriores. Essa prática protege os bebês até 2 meses dos riscos graves.”

Bronquiolite
“É outro quadro viral, que tem a característica de começar por um resfriado, com coriza por 3 a 4 dias, e então acontece a dificuldade respiratória com chiado de pulmão acompanhado de febre, tosse, falta de ar, que se agrava nos primeiros 4 dias, estabiliza por uma semana e leva mais uma semana para sumir. É um quadro arrastado, que pode se agravar quanto menor a criança e exigir internação para hidratação e oxigenação.”

Laringite
“Conhecida como ‘tosse de cachorro‘, seca, irritativa, provocada pela inflamação da laringe e das cordas vocais, podendo levar até a um quadro grave de sufocação. A sensação, normalmente, é muito mais grave do que o quadro, pelo tipo da tosse, com rouquidão.”
‘E uma emergencia pediatrica, devendo-se levar a criança imediatamente ao pronto socorro infantil para ser avaliada de perto e medicada corretamente. Quando quadro muito agudo, sua evolução pode levar ao fechamento da passagem do ar na laringe e insuficiência respiratória aguda da criança.

Alergias
“Podem acontecer mais tardiamente, mas são raras em recém-nascidos e bebês pequenos. A chamada ‘marcha alérgica’ começa, hoje em dia, por alergia alimentar, evolui para dermatite, bronquite e depois rinite. A tosse pode aparecer nas duas últimas fases, normalmente desencadeada por agentes climáticos (tempo, frio, seco, chuvoso) ou alergênicos (pelos de animais, alimentos, poeira, pólen). A tosse, nesses casos, depende do órgão acometido.”

Pneumonias
“Podem ser principalmente virais ou bacterianas, apesar de haver outros agentes com quadro que pode variar de gravidade, podendo exigir até internação, de acordo com as complicações. A tosse pode ser um sintoma, mas não é o mais importante nesse caso. A febre é um grande sinal de alerta.”
Em todos esses casos, a prevenção começa no pré-natal adequado e com as vacinações necessárias. Após o nascimento, a maior ferramenta de proteção continua sendo o aleitamento materno, além das vacinas.
Havendo qualquer sintoma, um médico deverá ser consultado.
“Nunca automedique ou desmedique um bebê num quadro desses, por mais simples que possa parecer.
O contato com o pediatra ou uma ida ao pronto-socorro pode salvar uma vida”!

Quando devemos nos preocupar?
• quando a crianca parecer ofegante, mesmo sem febre: as narinas se abrem mais a cada respiração ou nota-se a criança respirando rapidamente.
• os lábios e as unhas ficarem azuis.
• o muco nasal persistir por mais de dez dias.
• a tosse durar mais de uma semana.
• aparecer indícios de dor de ouvido.
• a febre permanecer acima de 37.7 graus por vários dias.
• a tosse aparecer de uma hora para outra ja estridente, parecendo o som de um cachorro latindo, metálica.
• quando a tosse vier de inicio subito, com sensação de sufocamento, por ser grande a possibilidade de engasgo com corpo estranho.

Dra. Milane Miranda
CRM MA 6066
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Crescer dói?

A resposta é que em muitos casos sim.
Essa é uma dor bem mais comum do que se imagina.
É uma queixa comum, cada vez mais presentes nos consultórios de pediatria e algumas vezes chegando ate no Pronto Socorro Infantil, que sempre é fonte de preocupação para os pais.

O alvo são crianças na idade de 3 a 6 anos, com queixa de dores nas pernas, especialmente a noite.
O que é a dor de crescimento?
É uma sensação dolorosa recorrente, de variada intensidade e freqüência, podendo, as vezes, acordar a criança a noite, ocorrendo de uma a duas vezes por semana ou mesmo a cada dois meses.
Acometem preferencialmente os membros inferiores, principalmente em panturrilhas, atras dos joelhos e nas coxas e não são localizadas nas articulações. Nunca são contínuas ou persistentes, predominantemente se iniciam no final da tarde, mas também podem surgir ou adentrar a madrugada e, na imensa maioria das vezes, cedem na manhã seguinte. É extremamente importante salientar que não há um “ponto específico” constante de localização da dor e, enfatizando, não são articulares. Não são acompanhadas por febre ou qualquer outro sinal ou sintoma.

O que deve-se observar na criança?
A dor deve ser um sintoma isolado!
Se ocorrer, além da dor, inchaço, vermelhidão ou aumento de temperatura nos locais referidos, é importante relatar ao pediatra, para que avalie o quanto antes.

Quando se pensa em dor de crescimento a criança deve ter aspecto saudável e ao exame físico não se detecta nenhuma anormalidade. Mesmo com a história clínica e exame físico já descritos, o pediatra pode solicitar exames laboratoriais, como radiografia em duas posições do local das dores, se não forem difusas e definirá, para cada paciente, se outros exames serão necessários. O esperado é que todos os exames solicitados não apresentem nenhuma anormalidade. Caso haja qualquer alteração, seja ao exame físico ou nos exames, o diagnóstico de dores de crescimento deverá ser imediatamente reavaliado e serem consideradas outras hipóteses.

Quais são as causas?
De causas ainda não bem definidas, algumas teorias são mais aventadas, como isquemias ósseas transitórias, micro traumas e fadiga muscular.
Outras teorias afirmam que são devido ao crescimento ósseo acelerado, vindo a sobrecarregar os músculos e tendões. Porem para isso não ha comprovação cientifica.
A teoria da fadiga muscular, alega ao excesso de atividade física e brincadeiras ao longo do dia, que pode ser agravado pelo estresse, comum em períodos de provas escolares ou de conflitos emocionais e familiares. Há, ainda, a desconfiança de que o sintoma seja hereditário, já que a maioria dos pais de crianças como problema também o encarou na infância.

O que é consenso é que o quadro é autolimitado e sem repercussão para o desenvolvimento da criança.

Como aliviar essa dor?
Uma pesquisa conduzida pelo Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo revelou que o acolhimento é eficaz em 80% dos casos. Ou seja, basta conversar com seu filho, tranquilizando-o, enquanto faz massagens com óleo ou creme hidratante ou de massagem e, a seguir, aplicar uma bolsa térmica ou compressa de água morna na região dolorida. Quando essas medidas não funcionam, pode-se recorrer a exercícios de alongamento, preferencialmente orientados por um fisioterapeuta, além de natação, que é uma atividade de baixo impacto. O objetivo é reduzir o número de episódios dolorosos e evitar o uso de medicamentos. No entanto, em situações raras, o pediatra pode prescrever analgésicos caso ele julgue necessário.

Como diferenciar a dor do crescimento de um problema mais sério?
A dor do crescimento não desencadeia febre, inchaço, vermelhidão, perda do apetite, apatia, cansaço, nem leva a criança a mancar. Na presença desses sintomas, é preciso procurar o pediatra ou um ortopedista para investigar possíveis doenças ortopédicas, inflamatórias ou até mesmo a presença de um tumor.

Na dúvida: procure o médico especialista.

Dra. Milane Miranda ��
CRM-MA 6066

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Conteúdo exclusivamente de caráter informativo e educacional.
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Sobre o uso e o abuso de antibióticos!

Para se ter sucesso no tratamento da criança alérgica ou com sintomas que parecem alergia é importante que os pais entendam o que acontece nas vias aéreas dessas crianças. O que a alergia provoca no sistema respiratório é uma irritação. É importante salientar que se trata de uma irritação e não de uma infecção. No jargão médico, essa irritação é chamada de processo inflamatório. E inflamação é diferente de infecção! Com frequência, crianças alérgicas tomam antibiótico desnecessariamente, quando esta irritação é confundida com infecção.
Febre não indica necessariamente que é preciso dar antibiótico.
Nos primeiros anos de vida, as crianças apresentam infecções virais com certa frequência. Nove em cada dez casos de febre em crianças abaixo de cinco anos estão relacionados com infecção viral – e vírus não se trata com antibiótico. O argumento de que a febre está muito alta, acima de 39ºC, também não justifica a prescrição de antibióticos. Podemos encontrar crianças com 39, 40 ºC de febre causada por um simples resfriado e não é raro termos crianças com 37,5 ºC que estão com meningite. Portanto, a intensidade da febre não indica necessariamente a gravidade do problema. Febre indica apenas que o organismo está reagindo a alguma coisa, o que pode ser um bom sinal.
Investigar antes de dar o antibiótico
Muito mais preocupante é aquela criança que está prostrada, abatida, sem se alimentar e fria, com hipotermia. Na maioria das vezes só devemos nos preocupar com a febre se ela persistir por mais de cinco a sete dias. Em uma infecção viral, a febre não deve ir além de uma semana. No entanto, lembramos que preocupar não necessariamente indica prescrever antibiótico. Preocupar indica investigar para avaliar se a criança realmente precisa desse tipo de medicamento. Crianças raramente têm febre que persiste por mais de sete dias. Quantas vezes seu filho teve febre por mais de uma semana? Muitas vezes se prescreve antibiótico, a febre melhora, e todos vão dormir tranquilos com a impressão de que o remédio está fazendo efeito. Na realidade, na maioria das vezes, estava na hora da febre ceder, independente do uso de antibiótico.
Outro argumento muito usado para essas prescrições é a presença de catarro. Quem nunca ouviu que catarro amarelo-esverdeado é sinal de infecção e que é preciso tomar antibiótico? Mais uma vez esse conceito é errado e antigo. Hoje sabemos que um simples resfriado pode apresentar catarro amarelo-esverdeado e não necessariamente indica a necessidade de prescrição de antibiótico. Nos Estados Unidos, a Academia Americana de Pediatria recomenda aos pediatras que só se preocupem com o catarro se ele persistir por mais de 10 a 15 dias, sem tendência de melhora. Portanto, não se justifica a prescrição de antibiótico na presença de secreção amarelo-esverdeada nos primeiros 10 dias. O antibiótico e a lavagem nasal com soro fisiológico levam ao mesmo resultado.
Atenção na interpretação de raios-X
A interpretação equivocada de raios-X também resulta na prescrição de antibiótico. Muitas vezes vemos crianças com diagnósticos de pneumonias ou sinusites baseados na interpretação errada de radiografias. Quem nunca ouviu o termo “princípio de pneumonia”? Pois princípio de pneumonia NÃO EXISTE. Quando se faz raios-X de tórax em crianças com tosse, peito cheio e chieira, essas radiografias podem vir alteradas e não necessariamente indicam a presença de pneumonia, muito menos a necessidade de prescrição de antibiótico.
O mesmo acontece com os raios-X dos seios da face. Quando se faz radiografia de seios da face durante uma gripe, quando a criança está com coriza, obstrução nasal e mucosa irritada, com o rosto inchado, em 90% das vezes os raios-X vão estar alterados. Isto não indica o diagnóstico de sinusite e muito menos a necessidade de prescrição de antibiótico. Portanto, alterações nas radiografias de seios da face ou de tórax não necessariamente indicam a presença de infecção bacteriana e necessidade de antibiótico.
A criança, na maioria das vezes, apresenta as vias aéreas irritadas e não infeccionadas. Uma das principais causas desta irritação é a alergia. No entanto, no meio ambiente, existe uma série de fatores que irritam as vias aéreas de qualquer pessoa, alérgicas ou não.
Em crianças com menos de cinco anos de idade, o que mais acontece é a irritação das vias aéreas causada por infecções virais. Quem nunca teve um resfriado e se viu com a garganta irritada, o nariz entupido, encatarrado, tossindo e com peito cheio? Muitas vezes, a infecção viral melhora, mas a irritação fica e a criança persiste com sintomas nasais, tosse e chieira por um tempo prolongado.

Cautela no uso de antibióticos
Nos primeiros cinco anos de vida, a criança tem, em média, 10 viroses por ano. Não se trata de fraqueza do organismo, nem de baixa resistência e muito menos falta de cuidado. Os primeiros anos de vida são um período em que crianças apresentam infecções virais que desencadeiam tosse, chieira e sintomas nasais recorrentes mantendo uma irritação das vias aéreas, estas infecções promovem a produção de anticorpos. Após o 5º ano de vida, a criança está com o sistema imunológico mais amadurecido e resistente, fazendo com que as infecções virais diminuam progressivamente.
Outros fatores presentes no ambiente, como poluição, mudança de tempo, cheiro forte, fumaça de cigarro e inseticida também podem piorar ou manter a irritação das vias aéreas. Salientamos que não existe alergia a cheiro, nem a mudança de tempo, ou poluição, mas esses são fatores que quando atuam numa via aérea já irritada desencadeiam ou mantêm os sintomas.
Em crianças, o fator irritante mais comum é a infecção viral. Por isto, para se ter sucesso no tratamento da criança alérgica é importante diminuir a irritação. O antibiótico não diminui esta irritação! Portanto devemos ser cautelosos e criteriosos na utilização de antibiótico em crianças. Estes medicamentos possuem inúmeros efeitos colaterais e com frequência deixam as bactérias mais resistentes e difíceis de serem vencidas.

Departamento de Alergia e Imunologia da SBP

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